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Os portugueses têm uma alimentação pouco equilibrada e não praticam exercício físico. Esta é a conclusão de um inquérito realizado pela revista PRO TESTE a mais de 3 mil portugueses. Abusar no consumo de gorduras, sal e álcool são alguns dos maus hábitos alimentares.
O estudo da DECO PROTESTE destaca que a maioria dos inquiridos não adopta um estilo de vida saudável. Poucos dedicam, pelo menos, 30 minutos por dia à actividade física, não comem fruta e legumes suficientes, e preferem os alimentos ricos em gorduras saturadas. Além disso, 4 em cada 10 inquiridos tem o hábito de petiscar doces e salgados entre as refeições.
Uma dieta desequilibrada e um estilo de vida sedentário são as principais causas para o aumento da obesidade nos países ocidentais. Resultado: os portugueses têm quilos a mais e saúde a menos. Cerca de 10% dos inquiridos (adolescentes e adultos), por exemplo, descuram a refeição mais importante do dia e admitem não tomar o pequeno-almoço, divulga aquela revista.
Estar informado sobre saúde ajuda a adoptar bons hábitos. Porém, a DECO PROTESTE salienta que 85% dos portugueses que responderam ao inquérito pouco sabe sobre alimentação saudável. Alguns acreditam em falsos mitos como “comer espinafres para ter energia” e “não beber água às refeições porque engorda”.
Os hábitos alimentares dos mais jovens mereceram também a atenção desse estudo, dado que muitos problemas de saúde, como as doenças cardiovasculares, têm origem em erros alimentares incutidos durante a infância. Um quarto dos adolescentes inquiridos (entre os 13 e os 17 anos de idade) petisca entre as refeições, à frente da televisão ou do computador. Geralmente, escolhem bolos e batatas fritas, alimentos pouco interessantes do ponto de vista nutricional. Não admira, por isso, que um quinto dos adolescentes inquiridos tenha excesso de peso. Uma vez por semana, pelo menos, 25% dos jovens diz comer hambúrgueres e pizas. Mais preocupante: 5% rende-se à “comida de plástico” mais de 2 vezes por semana ou até diariamente.
Consumidores exigem iniciativa política e melhor fiscalização
A DECO apela para que o Ministério da Saúde conclua o novo inquérito nacional para determinar o que comem os portugueses (com que frequência e em que quantidades). Conhecer o estilo de vida, os principais desequilíbrios alimentares e os grupos de risco permitirá programar campanhas e actividades dirigidas a esses públicos, para por em prática o Plano Nacional de Luta contra a Obesidade (criado em 2005).
Os Ministérios da Educação e da Saúde devem ainda reforçar a importância de uma alimentação equilibrada e de exercício físico nos programas escolares, recomenda aquela associação. T ambém as cantinas devem privilegiar a fruta e os legumes e reduzir os fritos e doces.
Cabe ainda ao Ministério da Saúde apostar em mais nutricionistas e dietistas nos centros de saúde, para todos os cidadãos terem direito aos mesmos cuidados de saúde.
| PRO TESTE n.º 272 - Setembro de 2006 - páginas 22 a 26 |
30.08.2006
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