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Falta de higiene, má conservação e fraudes económicas marcaram investigações da DECO PROTESTE em 2008. No balanço das acções, a associação critica más práticas e falhas da lei e fiscalização.
A falta de parâmetros legais para microrganismos é uma denúncia frequente nos testes em revista na TESTE SAÚDE de Fevereiro. Para avaliar a qualidade de 577 produtos, a DECO recorreu, muitas vezes, a padrões e lei de outros países. Mas sublinha: “com legislação adequada, seria possível fiscalizar e punir quem falha na higiene e conservação”.
As análises ao borrego e frango, por exemplo, revelaram muitas bactérias potenciais causadoras de infecções alimentares, como Listéria monocytogenes e Campylobacter, não previstas na lei. Os resultados de 66 amostras de frango contaminado foram criticados pela Direcção-Geral de Veterinária (DGV), pois podem minimizar-se com boa cozedura e cuidados a preparar. Mas esta entidade do Ministério da Agricultura não avançou medidas para proteger o consumidor. A DGV não pode falhar na primeira fase de inspecção, ao nível da produção primária, onde surgem muitos problemas de microbiologia.
Em 3 anos de existência, a acção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica(ASAE) recebe nota positiva. Mas a DECO exige mais fiscalização.
O teste a dourada mostrou fraudes económicas em seis locais que venderam peixe de aquicultura como de captura. Este custa o dobro. Na altura, denunciámos o problema à ASAE. Mas os consumidores desconhecem as acções realizadas. Também as análises a peixe congelado confirmaram peso líquido escorrido inferior ao anunciado: quem compra paga água ao preço de peixe.
Para exigir mais acção e defender a saúde pública, a DECO vai continuar a apostar em estudos alimentares. “Esperamos que este tema também seja uma prioridade para Governo, produtores, transformadores e distribuidores”, apela. No canal Alimentação do seu portal (www.deco.proteste.pt), encontra o dossiê completo de investigações na área alimentar.
28.01.2009
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