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Aumento do IVA encarece cabaz alimentar

Mais de um terço dos 12 produtos da nossa análise aumentou de preço mais do que o previsto.

As alterações ao imposto sobre o valor acrescentado (IVA), previstas na Lei do Orçamento de Estado para 2012, agravaram, desde 1 de janeiro último, o preço de uma longa lista de alimentos que pagavam esta taxa a 6 ou a 13 por cento. Nas 7 principais cadeias de supermercados de Lisboa e Porto (Continente, Pingo Doce, Minipreço, Jumbo, Intermarché, Lidl e El Corte Inglés), analisámos 1200 preços de um cabaz de 12 produtos. Conclusão: 35% sofreram, em janeiro, um aumento superior ao previsto pela alteração do imposto.

Apenas em 37% os preços mudaram conforme o previsto. Em 21% a subida foi inferior e 7% mantiveram o preço. Em média, considerando só a alteração do IVA, são mais 11% a agravar o custo dos alimentos, a acrescentar ao conjunto de aumentos previstos para 2012, nas marcas de fabricante e de distribuidor. Mais concretamente, traduziu-se em mais € 2,23 no cabaz com marca de fabricante e mais € 1,43 no cabaz de distribuidor.

Comparando as marcas de fabricante com as de distribuidor, verificámos que estas últimas absorveram parte do aumento de IVA num maior número de produtos ou não o alteraram. Tal representa 36% do cabaz com marca de distribuidor. Não encontrámos tendências por cadeia de loja. Mudanças do preço base, estratégia comercial, preços psicológicos (arredondamentos forçados como, por exemplo, € 1,09), entre outros fatores, podem estar na base desta situação.

Para avaliar o impacto da mudança do IVA sobre o preço dos alimentos, iniciámos, em novembro de 2011, a recolha de preços de um cabaz de 12 produtos. Repetimos a pesquisa nas mesmas lojas, durante 3 meses, até janeiro de 2012. Para cada categoria, recolhemos o preço da marca de fabricante líder e do seu equivalente com marca de distribuidor, num total de 1200 preços. Incluímos 12 produtos com variação de IVA.

Enfrente a crise de forma mais saudável
O impacto da subida de preço do cabaz é considerável, mas depende, em certa medida, dos seus hábitos alimentares. Cremes vegetais e óleos alimentares fazem parte das compras habituais e são mais difíceis de substituir. Mas há outros produtos, como batatas fritas, sobremesas e refeições prontas, com alternativas mais económicas.

Refeições variadas podem contribuir para uma alimentação com escolhas mais acertadas para a sua saúde. Preparar, sempre que possível, as suas refeições em casa, permite poupar e pode ser uma alternativa mais saudável. Os pratos prontos a comer alteraram a taxa de IVA de 13 para 23 por cento. Mas há receitas simples e baratas.

 

Alimentos com aumento de IVA

De 6% para 13%

  • Águas de nascente, minerais, medicinais e de mesa, águas gaseificadas ou adicionadas de gás carbónico, com exceção das adicionadas com outras substâncias.
De 6% para 23%
  • Sobremesas de soja;
  • Refrigerantes, incluindo xaropes de sumos, bebidas concentradas de sumos e produtos concentrados de sumos;
  • Bebidas e sobremesas lácteas;
  • Batata fresca descascada, inteira ou cortada, pré-frita, refrigerada, congelada, seca ou desidratada, em puré ou preparada por meio de cozedura ou fritura.

De 13% para 23%

  • Conserva de frutas ou frutos, em molhos, salmoura ou calda e compotas, geleias, marmeladas ou pastas;
  • Frutas e frutos secos, com ou sem casca;
  • Conserva de produtos hortícolas, em molhos, vinagre ou salmoura e suas compotas;
  • Óleos comestíveis e suas misturas (óleos alimentares);
  • Margarinas de origem animal e vegetal;
  • Café verde ou cru, torrado, em grão ou em pó, seus sucedâneos e misturas;
  • Aperitivos à base de produtos hortícolas e sementes;
  • Produtos à base de carne, peixe, legumes ou produtos hortícolas, massas recheadas, pizas, sandes e sopas, congeladas, e refeições prontas a consumir, nos regimes de pronto a comer e levar ou com entrega ao domicílio;
  • Aperitivos ou snacks à base de estrudidos de milho e trigo, à base de milho moído e frito ou de fécula de batata, em embalagens individuais;
  • Prestação de serviços de alimentação e bebidas (restaurantes e pastelarias, por exemplo).

  Última atualização em fevereiro de 2012
Aumento do IVA encarece cabaz alimentar

 
  Este texto respeita o novo acordo ortográfico
 
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